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Vitor Baía é o jogador mundial com mais troféus ganhos

Quarta-feira, Novembro 09, 2005



Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
Vítor Baía foi Rei em Trás-os-Montes

Domingo, Novembro 27, 2005
Bruno Vale: Vítor Baía é uma referência

Domingo, Novembro 20, 2005
A verdadeira questão

Segunda-feira, Novembro 14, 2005
Scolari: declarações preocupantes

Sábado, Novembro 12, 2005
António Sousa: "NÃO TENHO DÚVIDAS: BAÍA É O MELHOR"

Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Benfica quis Baía

Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Pedro Paradela de Abreu e a ausência de Vitor Baía da selecção

Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Vítor Baía

Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Ivkovic: "Vítor Baía é o melhor guarda-redes português"

Quinta-feira, Novembro 10, 2005
Na 1.ª sessão de autógrafos: Loucura por Baía

Quarta-feira, Novembro 09, 2005
Silvino Louro (Treinador de guarda-redes do Chelsea): "Foi espectacular trabalhar com Baía"

Quarta-feira, Novembro 09, 2005
Vitor Baía: Uma viagem ao meu mundo

Quarta-feira, Novembro 09, 2005
Baía lança livro

Terça-feira, Novembro 08, 2005
Segredos de Baía

Sexta-feira, Novembro 04, 2005
Baía, o irmão mais novo do presidente

Segunda-feira, Maio 16, 2005
Mãos de Baía fazem sonhar

Terça-feira, Maio 10, 2005
Prémio Saracinesca d'Oro, destaca Vitor Baía como o número 1 da Europa

Segunda-feira, Maio 09, 2005
Por tudo que fez nesta época

Terça-feira, Março 29, 2005
Vítor Baía

Domingo, Março 27, 2005
Baía o nosso Deus

Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
E salta Baía, e salta Baía, olé, olé...

Sexta-feira, Janeiro 28, 2005
O regresso do monstro


O jogador com mais troféus conquistou frente ao Once Caldas, o único que lhe faltava, a taça Intercontinental

A curta lista dos jogadores que exibem no currículo a conquista da Liga dos Campeões, da Taça UEFA, da Taça das Taças e da Taça Intercontinental, as principais competições de clubes, tem, desde ontem, um nome português, com pronúncia do Norte: Vítor Baía assegurou, numa noite terrível, que incluiu uma passagem pelo hospital, precipitada por uma taquicardia, o título que faltava a uma carreira brilhante, só ao alcance dos melhores do Mundo, que passaram a ser oito.


Aos 35 anos, o guarda-redes que em todo o percurso profissional conheceu apenas dois clubes, o FC Porto e o Barcelona, juntou-se a Danny Blind (Ajax), Brio, Cabrini, Gaetano e Tacconi (todos da Juventus), Cudicini (Milan e Roma) e Murhen (Ajax e Ipswich) na elite dos coleccionadores de títulos. Baía somou ontem o 27º título, alargando o recorde mundial que é seu.

“Eis toda a colecção:

1 Taça das Taças
1 Taça UEFA
1 Liga dos Campeões
1 Taça Intercontinental
8 campeonatos de Portugal
4 Taças de Portugal
7 Supertaças de Portugal
1 campeonato de Espanha
2 Taças de Espanha
1 Supertaça de Espanha
Em 2004, a UEFA consagrou Vítor Baía como o melhor guarda-redes da Europa, à frente de Casillas (Real Madrid) e Buffon (Juventus).

Sabia que Vítor Baía detém o record de invencibilidade em Portugal, e é um dos melhores registos a nível mundial? Aqui vai o «top 10» mundial:

1º Mazarópi (Vasco da Gama), 1816 min.
2º El-Batal (National SC Cairo), 1486 min.
3° Verlinden (Club Brugge), 1390 min.
4° El-Batal (National SC Cairo), 1325 min.
5º Abel (Atlético de Madrid), 1275 min.
6º Huard (Bordeaux), 1266 min.
7º Zetti (São Paulo), 1242 min.
8º Praxitelous (Omónia Nicósia), 1221 min.
“9º Vítor Baía (FC Porto), 1191 min.
10º Ivankov (Levski Sófia), 1190 min.

Um orgulho para mim e para Portugal

A vida tem destes paradoxos: no dia em que se tornou o futebolista com mais títulos no Mundo, Vítor Baía passou pelo momento mais dramático da sua carreira dentro do campo. O jet-lag traiu no Japão o grande guarda-redes português, mas, como não é de virar a cara à luta, regressou com o Moreirense e venceu mais uma batalha. Aos 35 anos, está como novo e nem quer ouvir falar em terminar a carreira. Numa longa entrevista para A BOLA, o 99 do FC Porto, um verdadeiro símbolo do clube, sente que o seu tempo está longe do fim.
O orgulho de Vítor Baía na carreira que desenhou até hoje tem todo o sentido. Não é para todos, é só para os campeões eternos, como o classificámos no título da página que abre este trabalho. Avesso a polémicas, mas frontal e sem fugir aos temas, Baía conta, nesta primeira parte da conversa, precisamente a conquista de mais um título e o susto que apanhou em Yokahama. Houve muita gente que ficou preocupada; ele próprio entrou em pânico, restabeleceu-se quase totalmente e no hospital não sossegou enquanto não soube o resultado do jogo. Nunca por falta de confiança nas possibilidades de Nuno, mas por ter a consciência que tinha deixado a equipa numa situação ingrata. Por lá, no relvado de Yokohama, passaram mil pensamentos maus. Ninguém que estava a ver pela televisão ficou sossegado, mesmo quando se disse que estava com uma recaída da lesão que dominara totalmente dois dias antes—uma rotura. Assustou e o pensamento humano voou por outras paragens profundamente dramáticas. Felizmente, o jogador está recuperado e pronto a continuar a defender a baliza do FC Porto. Portanto, vamos, primeiro, a coisas alegres:

— Qual foi a sensação de conquistar mais um título, ainda mais, um que faltava no seu riquíssimo currículo?

É sempre uma sensação agradável. Vivo hoje um título tal como o primeiro que conquistei. Tenho outra experiência, mas continuo a sentir as vitórias como quando era um miúdo.

— Houve algum título que o tivesse marcado mais ou que tivesse vivido de uma forma especial?

Todos os títulos foram especiais, todos foram um privilégio, conquistados com muito sacrifício, com dedicação, com suor.

— A Taça Intercontinental foi o 27º título da sua carreira, entrou para uma galeria de colunáveis, onde há apenas oito em toda a história como vencendo todos os principais títulos internacionais. Sente-se um Maradona ou um Pelé das balizas?

Sinto-me, essencialmente, muito orgulhoso da minha carreira. Estar numa lista dessas e no top dos futebolistas que alcançaram mais títulos no Mundo, só me pode deixar orgulhoso. A mim e a Portugal.

Tramado pelo jet-lag

— Apanhou um grande susto em Yokohama?

Jamais esquecerei! Essencialmente, porque foi algo que me apanhou desprevenido. Sentia-me normalíssimo e, de repente, senti algo de estranho, o coração a bater de uma forma acelerada, e muitas dificuldades em respirar nos primeiros instantes. Entrei em pânico e aconteceu a taquicardia. Passou-me muita coisa pela cabeça! Não desejo a ninguém o que me aconteceu ali.

— Uma situação muito delicada...

Foi algo de novo para mim. Depois de ter estado no hospital e de me encontrar tranquilo é que cheguei à conclusão que nunca me consegui adaptar às diferenças horárias. Fiz o filme dos dias anteriores no Japão e, realmente, concluí que não tinha dormido bem, que tinha estado acordado nos momentos em que devia estar a dormir. Dei-me mesmo muito mal com isso do jet-lag. E nunca tinha dado importância, nunca pensei que fosse possível acontecer-me. O jet-lag apanhou-me, mas só tive essa consciência depois. Nunca pensei que esse fenómeno me atingisse.

— Em que é que pensou nesses momentos de dificuldade dentro do relvado?

Infelizmente, temos exemplos recentes nos campos de futebol que são muito tristes. Naturalmente, pensei em todos esses casos. A mente é terrível! O dr. Nélson Puga, que me assistiu no relvado, teve um papel importantíssimo, e não me esquecerei disso. Enquanto não soube o resultado não descansei, porque me assustei imenso. Tinha muitas dores no peito, pensei que estava a passar por algo idêntico ao que aconteceu com o Fehér, por exemplo.

— O que é que o preocupou mais?

Naqueles breves mas eternos momentos, pensei em todos os casos que conheço. Depois de tranquilizar, comecei a preocupar-me com a equipa e com a situação em que ela ficou por eu ter de sair do relvado! Até pelo Nuno, que é um guarda-redes de grande qualidade, experiente, mas para qualquer um a situação seria delicada, porque a equipa estava empatada, havia uma taça para ganhar, a responsabilidade era enorme. Mas, realmente, não podia fazer nada.

— Não descansou enquanto não soube o resultado...

Pois não. Já no hospital, a fazer os exames, as pulsações estavam demasiado aceleradas. Isto numa altura em que já me tinham tranquilizado de que não havia nada de anormal! Só que, na minha cabeça, já só tinha a equipa e... o resultado! Pedi ao tradutor japonês que fosse tentar saber como tinha ficado o jogo, mas ele não percebeu muito bem. Entrou por ali aos gritos, eu julguei que tínhamos perdido!... Sei lá! Depois é que veio o dr. Nélson Puga aos saltos e me disse que tínhamos ganho. Só aí pude fazer os exames tranquilamente!

A situação mais dramática

— Pode dizer-se que esta foi a situação mais dramática da sua carreira vivida dentro do campo?

Sem dúvida nenhuma. Repare: já joguei com roturas, com distensões musculares, com outro tipo de problemas, sei lá!, já aguentei de tudo, mas nunca passei por algo assim. É que nas outras situações, e algumas foram delicadas, os problemas estavam perfeitamente identificados. Neste caso, não. Veio assim como um soco e deixou-me bastante apreensivo.

— Felizmente, hoje está tudo bem e provou-o no encontro com o Moreirense...

Sim, fiz todos os exames, está tudo sob controlo e hoje sei o que é que aconteceu. Mas o jogo com o Moreirense, particularmente, foi muito importante para mim. Primeiro, porque tive uma recepção do público que não vou esquecer; depois, porque renovei a confiança, mas nos primeiros cinco a dez minutos não estava muito sossegado. Tive de lutar contra esse receio. Foi uma luta comigo próprio e que só eu poderia dominar, uma vez que estou bem de saúde. Consegui vencer mais esta batalha, consciencializando-me que foi tudo uma circunstância. Houve razões objectivas. Estou de volta.
(Jornal A Bola)

Luvas de Baía enterradas em cápsula do tempo

Umas luvas de Vítor Baía, uma bola com o autógrafos dos jogadores do F.C.Porto e uma camisola do Milan são alguns dos artigos que a UEFA incluiu numa cápsula que foi enterrada na sua sede em Nyon e que só deverá voltar a ver a luz do diz em 2054, quando o órgão máximo do futebol europeu comemorar os seus cem anos de existência.

A cerimónia, inserida no jubileu dos 50 anos da UEFA, foi presidida por Lars-Christer Olsson, director-executivo da UEFA, e por Alain-Valéry Poitry, presidente da câmara de Nyon. A cápsula foi selada e enterrada com instruções de que só poderá ser aberta dentro de cinquenta anos. Nessa altura, quem abrir a cápsula vai encontrar uma série de artigos relacionados com o futebol actual, como são exemplo uma botas da Adidas, umas luvas de Vítor Baía, um bola assinada pelos campeões europeus do F.C. Porto, uma camisola do Milan, um programa da recente gala do Mónaco e ainda um programa da Supertaça europeia com os autógrafos dos jogadores do Valência.
A UEFA incluiu ainda alguns documentos relacionados com o próprio órgão, como é exemplo a lista de funcionários, um contrato de um funcionário, os regulamentos da UEFA, o menu do restaurante, um bilhete do Euro-2004, uma t-shirt com a uma campanha anti-racismo e uma bolsa com francos suíços. Vário membros da UEFA deram também o seu contributo com mensagens pessoais, enquanto Olsson escreveu uma carta dirigida ao seu sucessor que irá abrir a cápsula em 2054.
A referida cápsula do tempo inclui ainda um CD com a música oficial do Euro-2004, de Nelly Furtado, um telemóvel, um print da homepage do site da UEFA, uma revista de imprensa de 15 de Junho de 1954 (dia da fundação da UEFA), jornais locais e desenhos de crianças.
«A perspectiva do que as pessoas vão pensar dentro de cinquenta anos é fascinante. Não há dúvidas que Nyon vai continuar a ser uma cidade acolhedora, que a UEFA vai continuar viva e que o futebol europeu vai continuar por aqui, apesar de não podermos dizer em que forma», referiu Olsson no final da cerimónia.
(Mais Futebol)

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