Castro: «O meu sonho é ser capitão do F.C. Porto»
>> Sábado, Janeiro 28, 2012
http://www.maisfutebol.iol.pt/ Médio dos dragões, cedido ao Sp. Gijón, faz um balanço de 2011 e projecta o futuro da carreira.
Castro tem contrato com o F.C. Porto e espera por uma oportunidade real no clube portista. Produto da formação, o médio cresceu nas selecções nacionais e em sucessivos empréstimos a Olhanense e Sp. Gijón. A caminho dos 24 anos, o jogador continua a alimentar o sonho de ser uma referência no balneário portista. Afinal, o desejo de sempre:
No início da época, colocou-se a hipótese de ficar no F.C. Porto?
«Havia a opção de ficar no F.C. Porto, mas percebi que não ia ser aposta para titular. Sinceramente, eu sou um jogador que sofre muito quando não tem a oportunidade de estar em campo. Na época passada, fiquei e passei muito tempo sem ver o nome das convocatórias, a assistir aos jogos da bancada, não é fácil.»
O que acha que lhe falta para se afirmar?
«Mesmo o mister Villas-Boas dizia que eu trabalhava muito bem, que dava tudo, mas acho que posso dizer que nunca tive uma oportunidade a sério no F.C. Porto. Tomaram outras decisões e aceitei, naturalmente. Para este ano, compraram mais médios e não saiu nenhum. Por isso, seria difícil jogar.»
Sonha voltar ao F.C. Porto com outro estatuto?
«Continua a ser um sonho e um objectivo, ser capitão do F.C. Porto. Sou um apaixonado pelo clube, foi lá que cresci e sempre segui o F.C. Porto. Sou jovem e já tive a oportunidade de envergar a braçadeira nas pré-épocas. Espero ter essa oportunidade de forma definitiva no futuro.»
Tem receio de que isso possa não acontecer?
«Gostava de ter uma definição no final desta época. Sempre amei o F.C. Porto, é o meu clube, mas também vivo com o receio de nunca ter a oportunidade de jogar de forma regular lá. Estou a chegar a uma idade (ndr. vai fazer 24 anos) em que os empréstimos deixam de fazer grande sentido.»
Qual a melhor solução para o seu futuro?
«Já fui emprestado várias vezes e acho que é justo ter uma situação clara. No final da temporada, tanto posso ser uma aposta séria do F.C. Porto ou então falarmos e percebermos que mais vale cada um seguir o seu caminho. Fazendo uma boa época, terei algumas soluções e penso que é a altura para chegar a uma conclusão.»
Como tem visto a época do F.C. Porto?
«Resta a Liga, onde o F.C. Porto tem estado muito bem e a equipa tem tudo para garantir o título. Na Liga Europa, penso que calhou o adversário mais difícil de todos. Ainda assim, é possível. Continuo a ver todos os jogos do F.C. Porto.»
Vítor Pereira é bem visto pelos jogadores?
«O trabalho do mister Vítor Pereira é muito bom e posso garantir que, dentro do plantel, todos o respeitam. A equipa é praticamente igual, só saiu o Falcao e acredito que podem ter muito sucesso este ano.»
Fez a pré-época com alguns jovens do F.C. Porto. Qual destaca?
«Dos jovens com quem trabalhei no início da época, destaco o Christian Atsu. Até pela época que ele está a fazer no Rio Ave. Apesar da estatura, é um jogador muito forte e extremamente rápido. Para além disso, aborda o trabalho da forma que eu gosto. Ou seja, dá sempre tudo e é muito dedicado. Acho que pode ter um grande futuro no Porto.»
O novo período de empréstimo permitiu a Castro defrontar alguns dos melhores jogadores do Mundo com a camisola do Sp. Gijón. Na época passada, colocou um ponto final da invencibilidade caseira de José Mourinho. Este ano, já se cruzou com o treinador português e com Pep Guardiola, que lhe dedicou algumas palavras no final do duelo. Falcao também anda por lá. Num clube inferior ao F.C. Porto:
O que achou da mudança de Falcao para o At. Madrid?
«Para mim, não há dúvidas que o F.C. Porto é superior ao At. Madrid. E também acho que o Falcao é o melhor ponta-de-lança do Mundo. Acho que o futebol do At. Madrid não é o melhor para ele, mas tenho de respeitar a sua decisão. Com certeza que as razões financeiras também pesaram. Desejo-lhe o melhor mas claro que fico triste por sentir que o Falcao merece lutar por títulos e não o poderá fazer no Atlético.»
Como tem sido jogar contra os grandes clubes em Espanha?
«Este ano já me cruzei com o Real Madrid (0-3) e com o Barcelona (0-1). Antes do jogo com o Real, disse numa entrevista que José Mourinho era como um Deus. No dia do jogo, mal me viu, a primeira coisa que fez foi vir agradecer-me pelas palavras. Isso prova o homem que é.»
E com o Barcelona, como correu?
«Contra o Barcelona, perdemos mas penso que fiz um belo jogo. Tanto que, no final, o Guardiola veio dizer-me que eu mordia muito. Encarei isso como um elogio, porque tinha estado sempre em cima do Iniesta e o Xavi durante o jogo, como tem de ser frente ao Barcelona. Gostei bastante de ouvir isso.»
André Castro procura a felicidade em Gijón. Aos 23 anos, o médio português encontrou o seu espaço na Liga espanhola, defrontando alguns dos melhores jogadores do Mundo. Após meio ano de empréstimo, o jogador dos quadros do F.C. Porto aceitou nova cedência ao Sp. Gijón. É uma das referências da equipa. Em entrevista ao Maisfutebol, Castro faz um balanço positivo da experiência:
O Sp. Gijón está nos últimos lugares da Liga. Como está o ambiente?
«Há uma forte esperança e temos vindo a melhorar desde o início da época. Lá em baixo, está tudo muito junto. Temos cinco pontos de vantagem sobre o último classificado e estamos muito perto das equipas que estão acima de nós na classificação. É como se o campeonato começasse agora.»
A que se deveu um arranque tão mau?
«Jogámos logo de início contra as equipas mais difíceis do campeonato, tivemos alguns resultados negativos e isso afectou claramente a nossa confiança. Mas acabámos por recuperar e temos de garantir pontos nestes três jogos que faltam para o final da primeira volta.»
Ainda assim, está feliz pelo regresso ao Sp. Gijón?
«Estou muito feliz por ter regressado a Gijón. Claro que gostava de estar a lutar por outros objectivos, mas jogo no campeonato mais competitivo do Mundo, estou num clube que acredita em mim e tenho vindo a jogar sempre. Já fiz um golo e quatro assistências.»
Sente-se bem no futebol espanhol?
«Sinto que estou a evoluir em Espanha porque tenho a oportunidade de defrontar as melhores equipas e os melhores jogadores do Mundo.»
É muito acarinhado pelos adeptos do Sp. Gijón. Porquê?
«Já no Porto sou muito acarinhado e acontece o mesmo em Gijón. As pessoas dizem que parece que jogo no Sporting desde sempre, talvez pela minha forma de ser e por dar sempre o máximo em todos os jogos. Cantam-me músicas, tratam-me bem, sou feliz nesse aspecto.»
O que acha de ver tantos jogadores portugueses em Espanha?
«Não foi fácil impor-me em Espanha porque os jogadores portugueses são algo criticados aqui. De qualquer forma, sinto um enorme orgulho por ver que quase todas as equipas da Liga espanhola têm jogadores portugueses, algumas até mais jogadores que na Liga de Portugal. Por outro lado, sinto essa tristeza por ver que os clubes portugueses não apostam tanto nos seus talentos. Espero que isso mude em breve. Aqui em Espanha, os plantéis têm 70/80 por cento de jogadores do país.»
Como encarou a sua chamada à selecção nacional em Agosto?
«Penso que fui à selecção nacional pelo trabalho que fiz no Sp. Gijón, na época passada, não por ser do F.C. Porto. O próprio seleccionador Paulo Bento, na altura que fui chamado, disse-me que era importante eu jogar para ter a esperança de ser novamente convocado. Voltar a Gijón acabou por ser a melhor opção para mim.»
Castro tem contrato com o F.C. Porto e espera por uma oportunidade real no clube portista. Produto da formação, o médio cresceu nas selecções nacionais e em sucessivos empréstimos a Olhanense e Sp. Gijón. A caminho dos 24 anos, o jogador continua a alimentar o sonho de ser uma referência no balneário portista. Afinal, o desejo de sempre:
No início da época, colocou-se a hipótese de ficar no F.C. Porto?
«Havia a opção de ficar no F.C. Porto, mas percebi que não ia ser aposta para titular. Sinceramente, eu sou um jogador que sofre muito quando não tem a oportunidade de estar em campo. Na época passada, fiquei e passei muito tempo sem ver o nome das convocatórias, a assistir aos jogos da bancada, não é fácil.»
O que acha que lhe falta para se afirmar?
«Mesmo o mister Villas-Boas dizia que eu trabalhava muito bem, que dava tudo, mas acho que posso dizer que nunca tive uma oportunidade a sério no F.C. Porto. Tomaram outras decisões e aceitei, naturalmente. Para este ano, compraram mais médios e não saiu nenhum. Por isso, seria difícil jogar.»
Sonha voltar ao F.C. Porto com outro estatuto?
«Continua a ser um sonho e um objectivo, ser capitão do F.C. Porto. Sou um apaixonado pelo clube, foi lá que cresci e sempre segui o F.C. Porto. Sou jovem e já tive a oportunidade de envergar a braçadeira nas pré-épocas. Espero ter essa oportunidade de forma definitiva no futuro.»
Tem receio de que isso possa não acontecer?
«Gostava de ter uma definição no final desta época. Sempre amei o F.C. Porto, é o meu clube, mas também vivo com o receio de nunca ter a oportunidade de jogar de forma regular lá. Estou a chegar a uma idade (ndr. vai fazer 24 anos) em que os empréstimos deixam de fazer grande sentido.»
Qual a melhor solução para o seu futuro?
«Já fui emprestado várias vezes e acho que é justo ter uma situação clara. No final da temporada, tanto posso ser uma aposta séria do F.C. Porto ou então falarmos e percebermos que mais vale cada um seguir o seu caminho. Fazendo uma boa época, terei algumas soluções e penso que é a altura para chegar a uma conclusão.»
Como tem visto a época do F.C. Porto?
«Resta a Liga, onde o F.C. Porto tem estado muito bem e a equipa tem tudo para garantir o título. Na Liga Europa, penso que calhou o adversário mais difícil de todos. Ainda assim, é possível. Continuo a ver todos os jogos do F.C. Porto.»
Vítor Pereira é bem visto pelos jogadores?
«O trabalho do mister Vítor Pereira é muito bom e posso garantir que, dentro do plantel, todos o respeitam. A equipa é praticamente igual, só saiu o Falcao e acredito que podem ter muito sucesso este ano.»
Fez a pré-época com alguns jovens do F.C. Porto. Qual destaca?
«Dos jovens com quem trabalhei no início da época, destaco o Christian Atsu. Até pela época que ele está a fazer no Rio Ave. Apesar da estatura, é um jogador muito forte e extremamente rápido. Para além disso, aborda o trabalho da forma que eu gosto. Ou seja, dá sempre tudo e é muito dedicado. Acho que pode ter um grande futuro no Porto.»
O novo período de empréstimo permitiu a Castro defrontar alguns dos melhores jogadores do Mundo com a camisola do Sp. Gijón. Na época passada, colocou um ponto final da invencibilidade caseira de José Mourinho. Este ano, já se cruzou com o treinador português e com Pep Guardiola, que lhe dedicou algumas palavras no final do duelo. Falcao também anda por lá. Num clube inferior ao F.C. Porto:
O que achou da mudança de Falcao para o At. Madrid?
«Para mim, não há dúvidas que o F.C. Porto é superior ao At. Madrid. E também acho que o Falcao é o melhor ponta-de-lança do Mundo. Acho que o futebol do At. Madrid não é o melhor para ele, mas tenho de respeitar a sua decisão. Com certeza que as razões financeiras também pesaram. Desejo-lhe o melhor mas claro que fico triste por sentir que o Falcao merece lutar por títulos e não o poderá fazer no Atlético.»
Como tem sido jogar contra os grandes clubes em Espanha?
«Este ano já me cruzei com o Real Madrid (0-3) e com o Barcelona (0-1). Antes do jogo com o Real, disse numa entrevista que José Mourinho era como um Deus. No dia do jogo, mal me viu, a primeira coisa que fez foi vir agradecer-me pelas palavras. Isso prova o homem que é.»
E com o Barcelona, como correu?
«Contra o Barcelona, perdemos mas penso que fiz um belo jogo. Tanto que, no final, o Guardiola veio dizer-me que eu mordia muito. Encarei isso como um elogio, porque tinha estado sempre em cima do Iniesta e o Xavi durante o jogo, como tem de ser frente ao Barcelona. Gostei bastante de ouvir isso.»
André Castro procura a felicidade em Gijón. Aos 23 anos, o médio português encontrou o seu espaço na Liga espanhola, defrontando alguns dos melhores jogadores do Mundo. Após meio ano de empréstimo, o jogador dos quadros do F.C. Porto aceitou nova cedência ao Sp. Gijón. É uma das referências da equipa. Em entrevista ao Maisfutebol, Castro faz um balanço positivo da experiência:
O Sp. Gijón está nos últimos lugares da Liga. Como está o ambiente?
«Há uma forte esperança e temos vindo a melhorar desde o início da época. Lá em baixo, está tudo muito junto. Temos cinco pontos de vantagem sobre o último classificado e estamos muito perto das equipas que estão acima de nós na classificação. É como se o campeonato começasse agora.»
A que se deveu um arranque tão mau?
«Jogámos logo de início contra as equipas mais difíceis do campeonato, tivemos alguns resultados negativos e isso afectou claramente a nossa confiança. Mas acabámos por recuperar e temos de garantir pontos nestes três jogos que faltam para o final da primeira volta.»
Ainda assim, está feliz pelo regresso ao Sp. Gijón?
«Estou muito feliz por ter regressado a Gijón. Claro que gostava de estar a lutar por outros objectivos, mas jogo no campeonato mais competitivo do Mundo, estou num clube que acredita em mim e tenho vindo a jogar sempre. Já fiz um golo e quatro assistências.»
Sente-se bem no futebol espanhol?
«Sinto que estou a evoluir em Espanha porque tenho a oportunidade de defrontar as melhores equipas e os melhores jogadores do Mundo.»
É muito acarinhado pelos adeptos do Sp. Gijón. Porquê?
«Já no Porto sou muito acarinhado e acontece o mesmo em Gijón. As pessoas dizem que parece que jogo no Sporting desde sempre, talvez pela minha forma de ser e por dar sempre o máximo em todos os jogos. Cantam-me músicas, tratam-me bem, sou feliz nesse aspecto.»
O que acha de ver tantos jogadores portugueses em Espanha?
«Não foi fácil impor-me em Espanha porque os jogadores portugueses são algo criticados aqui. De qualquer forma, sinto um enorme orgulho por ver que quase todas as equipas da Liga espanhola têm jogadores portugueses, algumas até mais jogadores que na Liga de Portugal. Por outro lado, sinto essa tristeza por ver que os clubes portugueses não apostam tanto nos seus talentos. Espero que isso mude em breve. Aqui em Espanha, os plantéis têm 70/80 por cento de jogadores do país.»
Como encarou a sua chamada à selecção nacional em Agosto?
«Penso que fui à selecção nacional pelo trabalho que fiz no Sp. Gijón, na época passada, não por ser do F.C. Porto. O próprio seleccionador Paulo Bento, na altura que fui chamado, disse-me que era importante eu jogar para ter a esperança de ser novamente convocado. Voltar a Gijón acabou por ser a melhor opção para mim.»











